segunda-feira, dezembro 12, 2005

Tecla Delete (ler dilite)

Bem-dita tecla delete. Sem ela não saberia o que fazer ao texto que acabo de apagar. Tinha começado com uma necessidade de discorrer sobre o facto de as mulheres não urinarem de pé e acabei a falar de sopas instantâneas. Pelo meio falei de pornografia e de opinion makers. A relação entre isto tudo deve explicar-se pelo simples facto de eu ser um adepto convicto da legalização das drogas leves. Devo ainda fazer aqui uma ressalva, o conceito de droga leve tem sido muito fustigado pela imprensa cor-de-rosa e eu acho que devo repor aqui o conceito que originou esta designação. Entende-se por droga leve qualquer substância psicotrópica que se apresente em dosagens inferiores a 0,2 onças (5,67 gramas).

Pah, acho que afinal não tenho muito que agradecer à tecla delete, acabo de descobrir uma, por cima daquela que carrego quando quero mudar de linha, que faz exactamente o mesmo só que em sentido inverso. É que eu dou muito valor à originalidade, não acredito em funções partilhadas, daí sentir-me um ser completo no que diz respeito à sexualidade, e, como tal, acho que não há espaço para duas teclas que servem exactamente para o mesmo no meu teclado. Uma delas vai ter que me sair da frente e, das duas uma, ou eu fumo outro charro ou então tenho que ir buscar uma faca à cozinha. No outro dia tive o mesmo problema. Conclusão: já foram à vida umas quantas teclas do meu estimado teclado. Estive para arrancar também o “ç” porque não há tarefa mais auspiciosa do que reinventar a língua portuguesa e retirar-lhe alguns apêndices injustificados. Tive uma infância muito difícil e se puder dar ao mundo gerações consecutivas de miúdos felizes por não terem que perceber o porquê de acrescentar ao “c” um membro inestético para que este se substitua ao “s” tanto melhor. É bom que deus não leia este blog. Não quero o risco de paralelismos desnecessários. Mas, deus, se me estás a ler, quero dizer-te que há muitas coisas que não fazem sentido. E não, não estou a falar do José Castelo Branco. Estava a pensar por exemplo na betada do pessoal que se reúne nos bares de Cascais a ouvir Delfins e a escrever manifestos para o jornal de parede da sede do Partido Popular. Outro dia recebi um convite para um jantar convívio desse partido político e ri-me, ri-me muito, depois chorei, chorei muito. Chorei mais um bocadinho por saber que a pessoa que me convidou sabia de antemão que eu militava ideais de esquerda. Nem podia ser de outra maneira, afinal eu defendo a legalização das drogas leves e é consenso geral que uma coisa implica a outra, mais: são uma e a mesma coisa. Ser de esquerda é ser-se pelas drogas leves. Quem falava em Marx e abolição de classes não sabia do que estava a falar. Esquerda é o lado da mesinha de cabeceira onde se guarda a droga. Direita é o lado onde se guarda o terço. Se bem que as duas coisas têm uma relação interessante porque a droga faz-me ver, com frequência, Jesus. Daí a minha empatia pela Alexandra Solnado.

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

LOL

12 dezembro, 2005 11:57  
Anonymous Anónimo said...

ke droga é ke andas a fumar? lol tá giro...

12 dezembro, 2005 12:31  
Anonymous Anónimo said...

psiiiiiii......

13 dezembro, 2005 01:24  
Anonymous Anónimo said...

gostei daquela parte da direita e da esquerda... ta giro... ve-se que es comuna..........

15 dezembro, 2005 19:49  

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