quarta-feira, dezembro 28, 2005

A Posta (MAC Review)

Tenho que, aqui, me redimir. Afinal, a senhora da boca grande não é o vector principal de toda a trama que se desenrola por de trás daquela estação televisiva de mau nome. Ou, se calhar, até é. Não, continuo convencido de que é. Eles não me enganam. O que se passou foi o seguinte: Pais de Amaral teve medo. É óbvio! Esse senhor lê o nosso blog, ele percebeu que eu estava perto da verdade. Meus amigos, esse indivíduo só pode ser o accionista maioritário da fábrica de brinquedos da Leopoldina! Só pode! O que se passa aqui é que toda a cúpula do jet7 português se reuniu em volta desta personagem, e aqui eu reconheço o meu erro por pensar que seria a senhora da boca grande a liderar este grupo, para atormentar a saúde mental dos telespectadores portugueses. Afinal, a outra senhora era apenas a relações públicas, a face, ou melhor, o rosto desta maquinação. Tenho a certeza que este volt face inesperado não passa de uma mudança de estratégia. Uma promoção da senhora para um posto mais importante em todo este processo. A exposição que a Manuela Moura Guedes teve com a minha coragem de abordar o tema sem tabus retirou-lhe o papel principal, pô-la nos bastidores, queriam ofuscar a minha lente determinada que busca a verdade de uma forma exacerbada. Queriam gerar a confusão e retirar-me o sentido de oportunidade. Nunca.

Permitam-me que faça aqui um aviso. Este blog faz muito mais do que demitir pivots de televisão. Se alguém por aí falava no quinto poder, bem… Essas pessoas não conhecem este blog, ou melhor, conhecem, porque este blog é transversal, mas não tem alcance para discernir a realidade social que os rodeia. Não se metam connosco, não nos subestimem, porque nós voltaremos a atacar. E para a próxima não nos vamos contentar com menos que um Procurador-geral da República ou um Sacerdote da IURD.

Até breve. (atenção este “até breve” tem que ser lido com um tom lascivo e profundamente hostil)

sexta-feira, dezembro 16, 2005

MAC 1.1 (teoria em gestação)

Ninguém me convence que a fábrica de brinquedos da Leopoldina não é um embuste para a verdadeira maquinação que se está a travar por trás de todos os órgãos de comunicação social portugueses. Bem, todos também não… A maioria, ou melhor, um órgão de comunicação social português. Ok, ok… Não é bem um órgão de comunicação social. Bem, confesso: estou a falar da TVI, essa coisa que habita o nosso o espectro hertziano terrestre. Parece-me inevitável que alguém mais bem colocado do que eu exponha esta questão ao mundo jornalístico actual. Afinal, esses grandes senhores e senhoras que compõe a classe devem ter o prazer de tornar publico o grande embuste que alimenta diariamente o monstro da televisão portuguesa. Estou, como é evidente, a falar da boca da estimada senhora Manuela Moura Guedes. A boca daquela senhora que é casada com o director de informação da TVI, aquela que nos inunda a casa todos os dias. Bem, salvo seja… A minha não. Quando cometo o erro de sintonizar a TVI naquela faixa horária (se bem que sintonizar a TVI já é um erro por si só), tomo precauções. Ah pois é… Quando aparece a dita boca inserida nos limites do meu aparelho televisivo tenho o cuidado de pressionar afincadamente o botão “mute” do meu televisor. Mas pergunta o meu estimado leitor: onde entra a Leopoldina no meio de isto tudo? E eu respondo. Não entra. A fábrica da dita cuja é que entra. Se bem que Leopoldina é um nome que se enquadra bem no tipo de convidados que a senhora da boca grande costuma atrair ao seu estúdio, com certeza, prometendo-lhes uma redução fiscal por serviço público disfarçado de telejornal medíocre e sensacionalista. O que eles nunca chegam a perceber é que o serviço público só acontecerá se estes conseguissem convencer a senhora a voltar para a área dos detergentes onde ela parece estar tão mais à vontade. Bem, voltando ao que é importante, a fábrica da Leopoldina, tenho a certeza de que é naquela instituição que fazem os adereços para o Jornal Nacional. Tem que ser. Só pode ser. Não sei se já repararam nas proporções da senhora Leopoldina, mas para mim isso não pode ser uma coincidência, há algo mais do que isso. Aquilo só pode ser forma de encobrir a tremenda máquina que é responsável por pensar a estratégia colocada no ar todos os dias para fazer o impossível: fazer parecer mais ridículo ainda aquilo que bate todos os recordes no que diz respeito à capacidade de ser ridículo. O que todos pensávamos ser uma fábrica de brinquedos é afinal uma grande linha de montagem de ridicularias. Ouso ir mais além no meu devaneio: aquilo só pode ter como CEO o Sérginho e, nem tentem enganar-me, como conselho de administração, o elenco de Esquadrão G. Como responsáveis criativos apostaria em nomes como João Pedro Pais, Teresa Guilherme, Manuel Luís Goucha, Miguel Ângelo, Tonicha, Cinha Jardim (admito que a minha ideia inicial era colocar aqui o nome de Lili Caneças mas a senhora parece que morreu de asfixia, causada por uns plásticos quaisquer que me recuso a identificar, e não quero correr o risco de a ressuscitar), e, por fim, como coordenador de grupo Cadete. Só ainda não consegui encaixar aqui o José Castelo Branco. Estou certo que terá um cargo à sua altura nesta organização secreta que junta as figuras mais destacadas da sociedade portuguesa, talvez como modelo fotográfico, usado para substituir a senhora da boca grande nos ensaios. Falta-me uma localização. Prometo lutar arduamente para vos trazer ate aqui uma explicação sobre a maquinação que mantém oculto todo este organismo. Aguardem próximos post’s…

terça-feira, dezembro 13, 2005

Macacos? Nah, somos derivados do leite.

Se há coisa que eu gosto é de iogurtes. São-nos oferecidos por várias marcas e em grande variedade, o que anula qualquer hipótese de enfadamento. Gosto disso.
Aliás, acho que todos os alimentos deveriam ser como os iogurtes: Sólidos, líquidos, com pedaços, sem pedaços, com ou sem cereais, açucarados, light, cremosos, não cremosos, com bifidus ou sem bifidus… E a lista de variedade continua por aí fora, sem sequer ligar aos diferentes sabores!
O iogurte mais bizarro que provei foi um exótico líquido, light, com sabor a morango, manga e Ginkgo Biloba. Claro que não vou dizer a marca, não sou parvo a esse ponto e para além disso a Adágio ainda não me pagou da última vez que os promovi… Sacanas… Mas voltando ao assunto, poderia tê-lo escolhido com sabor a chá verde, guaraná ou ginseng mas isso eram escolhas óbvias e sem espírito observador. Toda a gente sabe que a Ginkgo Biloba é uma das árvores mais especiais do planeta.
“É contemporânea dos dinossauros, sobreviveu a 250 milhões de anos de evolução planetária graças à dedicação de budistas chineses e japoneses. Preservada em templos religiosos, a Ginkgo Biloba foi descoberta pelos europeus apenas no século XVII.”
Sempre me perguntei o que é que os senhores budistas faziam nos seus templos que as montanhas fizeram esquecer pela evolução. Ah…! Então é isso. Sendo assim, o meu bem-haja para os monges budistas. O quão diferente seria este momento de degustação, sem sentir que mãos hábeis haviam trabalhado do outro lado do mundo para meu próprio prazer. E tudo isto por apenas 1,34€! Não admira que os monges vivam despojados de bens materiais. Mas esse assunto fica para outra altura.
Enquanto saboreava o meu iogurte, duas coisas me preenchiam o pensamento. Uma delas era uma moça de Contumil, que trabalha numa roulotte de cachorros na zona industrial; outra, a idade da afamada árvore. Sim, porque, feitas as contas, 250 milhões de anos é quase a idade de Mário Soares, que não é nada novo e tendo em conta que a data de validade do iogurte expira daqui a 10 dias, isso dá uma esperança de vida à árvore de 250 milhões de anos e 10 dias! Entendo agora o azedume e o travo amargo do iogurte… Mas não liguei e bebi com prazer.
A zona refrigerada dos hipermercados é, por todas estas razões, um bom local para travar conhecimentos. Ainda no outro dia, estava eu a remexer a prateleira dos “cremosos, com maccadamia nuts” e ao meu lado, nos “corpos com 0% de gordura”, estava uma jovem esbelta, com muito bom aspecto, a murmurar sozinha.
O diálogo que se seguiu é o transcrito:

Eu: É confuso, não é? Há tanta coisa…
Ela: Lamento, mas não estou para aturar solteirões patéticos. Sou muito bem casada e não caio duas vezes na conversa dos iogurtes…

E acabou por ali.
Na realidade, ela também não era nada de especial. Era bastante obesa e usava calças justas de cinta descida e com um casaco de fato de treino por cima de um top que deixava o umbigo à mostra… Um espectáculo triste, só igualado pelo aspecto do iogurte que segurava agora com as duas mãos: pedaços de amoras silvestres roxas e sultanas.
E vistas bem as coisas, ela não era melhor que eu, não era mais que leite fermentado…

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Tecla Delete (ler dilite)

Bem-dita tecla delete. Sem ela não saberia o que fazer ao texto que acabo de apagar. Tinha começado com uma necessidade de discorrer sobre o facto de as mulheres não urinarem de pé e acabei a falar de sopas instantâneas. Pelo meio falei de pornografia e de opinion makers. A relação entre isto tudo deve explicar-se pelo simples facto de eu ser um adepto convicto da legalização das drogas leves. Devo ainda fazer aqui uma ressalva, o conceito de droga leve tem sido muito fustigado pela imprensa cor-de-rosa e eu acho que devo repor aqui o conceito que originou esta designação. Entende-se por droga leve qualquer substância psicotrópica que se apresente em dosagens inferiores a 0,2 onças (5,67 gramas).

Pah, acho que afinal não tenho muito que agradecer à tecla delete, acabo de descobrir uma, por cima daquela que carrego quando quero mudar de linha, que faz exactamente o mesmo só que em sentido inverso. É que eu dou muito valor à originalidade, não acredito em funções partilhadas, daí sentir-me um ser completo no que diz respeito à sexualidade, e, como tal, acho que não há espaço para duas teclas que servem exactamente para o mesmo no meu teclado. Uma delas vai ter que me sair da frente e, das duas uma, ou eu fumo outro charro ou então tenho que ir buscar uma faca à cozinha. No outro dia tive o mesmo problema. Conclusão: já foram à vida umas quantas teclas do meu estimado teclado. Estive para arrancar também o “ç” porque não há tarefa mais auspiciosa do que reinventar a língua portuguesa e retirar-lhe alguns apêndices injustificados. Tive uma infância muito difícil e se puder dar ao mundo gerações consecutivas de miúdos felizes por não terem que perceber o porquê de acrescentar ao “c” um membro inestético para que este se substitua ao “s” tanto melhor. É bom que deus não leia este blog. Não quero o risco de paralelismos desnecessários. Mas, deus, se me estás a ler, quero dizer-te que há muitas coisas que não fazem sentido. E não, não estou a falar do José Castelo Branco. Estava a pensar por exemplo na betada do pessoal que se reúne nos bares de Cascais a ouvir Delfins e a escrever manifestos para o jornal de parede da sede do Partido Popular. Outro dia recebi um convite para um jantar convívio desse partido político e ri-me, ri-me muito, depois chorei, chorei muito. Chorei mais um bocadinho por saber que a pessoa que me convidou sabia de antemão que eu militava ideais de esquerda. Nem podia ser de outra maneira, afinal eu defendo a legalização das drogas leves e é consenso geral que uma coisa implica a outra, mais: são uma e a mesma coisa. Ser de esquerda é ser-se pelas drogas leves. Quem falava em Marx e abolição de classes não sabia do que estava a falar. Esquerda é o lado da mesinha de cabeceira onde se guarda a droga. Direita é o lado onde se guarda o terço. Se bem que as duas coisas têm uma relação interessante porque a droga faz-me ver, com frequência, Jesus. Daí a minha empatia pela Alexandra Solnado.

terça-feira, dezembro 06, 2005

Génesis “-1.11(1)”

Na tentativa de explicar a criação deste blog temos de recuar meia dúzia de anos para entender como tudo começou.
No início a terra era redonda, fértil e virgem (mesmo!). Depois vieram os dinossauros, Adão e Eva, que acabaram por se comer uns aos outros; entenda-se, Adão a Eva e a bicheza entre si…
Pensávamos então que o manto de húmus (vulgo, terra) outrora virgem e despovoado, voltaria a sê-lo. Estávamos enganados.
Como resultado da sedimentação dos corpos desfalecidos, acompanhada de vários processos químicos e da mistificação da vida e morte do gracioso casal, assistimos a uma série de acontecimentos que deram origem às duas maiores potências da sociedade moderna.
Os jazigos fósseis dos dinossauros geraram as reservas petrolíferas e, com elas, surgiram os senhores do turbante na cabeça e os primeiros automóveis, os Rolls Royce, tratados carinhosamente por “carro da senhora nua, feita em metal cromado e incrustada na proa do mesmo”. Estes senhores conseguiram criar todo um império na indústria petrolífera, constituído por redes e relações internacionais interdependentes. No topo da pirâmide, expoente máximo desta indústria, encontramos obviamente as bombas de gasolina do Intermarché - ‘Os Mosqueteiros’, de Vila Praia de Âncora (Nac.13) que praticam, como todos sabemos, os preços mais baixos do mercado.
Por sua vez, Adão e Eva são os responsáveis primeiros pelo aparecimento de várias instituições de cariz religioso, das quais destacamos a Santinha da Ladeira, o Padre Frederico e a IURD (Igreja Universal do Reino de Deus). Todos nós sabemos que nada voltou a ser o mesmo depois de um profeta brasileiro, apoiado nos fundamentos de uma existência original, de um princípio bíblico, ter corrido mundo pregando o milagre da fé.
Estes dois flagelos inspiraram-nos a iniciar uma demanda pela transparência e pela verdade. Jihad da palavra, luta obstinada pelo desmascarar das mais terríveis cabalas e conspirações que ninguém enxerga mas que todos perturbam. Esta história foi publicada pela primeira vez por nós próprios num tasco em Aldoar. Já deu a volta ao mundo oito vezes e chega agora até si. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para transmitir estes ensinamentos e viverá feliz. O Sr. Joaquim, gasolineiro dos Mosqueteiros, ignorou a nossa mensagem, era judeu e como castigo, foi forçado a subjugar-se ao Padre Frederico e, por fim, converter-se à IURD.
João e André