quinta-feira, janeiro 05, 2006

(Des) Equilibrium

E ao sétimo dia... Aterrei...
Comparo a minha cabeça àqueles balões de água, como os que jogava com os amigos antigamente. Ao menor movimento os tais balões tornavam-se voláteis e disformes o que, por si só, já os poderia destruir. Como se não bastasse, havia sempre um miúdo que das duas uma: ou é o distraido que deixa cair o balão, ou é o reguila que o arremessa violentamente contra um qualquer vestido de uma qualquer menina. Em qualquer dos casos, o balão transforma-se em água. E eu deixei cair o balão... Antes isso que atirá-lo.
Posso mesmo dizer que a dor me percorre o corpo desde o pescoço até à nuca, sempre pelo caminho mais dificil: o mais longo. Sim, até porque do pescoço para baixo, arrisco-me a afirmar nada sentir...
Já dizia o meu avôzinho: "É preferivel um corpo cansado e a doer, do que nunca mais o poder mexer..."
Para piorar a situação, os meus anti-corpos entregaram-se à boémia no reveillon deste ano. Costumo dizer que não somos atacados por gripes, constipações ou condições equiparadas. Elas fazem parte de nós! Como a inflação, o défice ou a crise do Estado Providência fazem parte de uma economia... Desta forma, cabe aos nossos órgãos internos, a função de manter estes males nos níveis operacionais sustentáveis.
Claramente, o meu sistema imunitário está em desequilíbrio de curto prazo!
Mas que hei-de fazer? Antes isso que uma crise económica.
Resta-me procurar a resposta ao meu desequilibrio físico junto de um guru dos equilíbrios, Sir John Maynard Keynes.
E com isto lá consegui encher mais um balão de água. Espero não o voltar a deixar cair.
Já dizia o meu avô: "Entregando-te à bebida, fá-lo em casa. Podes deixar caír o balão. Mas antes rebentá-lo, que soprá-lo!"
Homem sapiente.

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

so falta dizeres q estudas economia... e choques economicos! ou choques eletricos... n sei bem

05 janeiro, 2006 19:09  
Anonymous Anónimo said...

já o meu avô dizia: dedica-te ao trabalho e esquece bloguistas estúpidos! e tinha muita razão porque uma coisa é a sátira social que tenho visto por aí nesses posts, outra coisa é um jogo de palavras inconsequente sobre balões e equilibrios esquisitos

07 janeiro, 2006 15:19  
Anonymous Anónimo said...

Oh pá! Eu aposto numa estirpe ainda desconhecida da tão badalada gripe das aves.
A amiga da prima da vizinha do sogro da mãe de um amigo meu teve a mesma coisa. E digo-te: foi bem complicado desfazer-se de tal mal.
Mas como nestas coisas temos de pôr sempre duas hipóteses, também apostaria num padrão de insensibilidade, provavelmente motivado pela ingestão de líquidos com taxas de álcool de tal ordem elevadas, que decerto deixariam o teu sapiente avô orgulhoso de ti.
Por fim, apraz-me fazer um breve apontamento: Amigo André, se às 3 da madrugada te doía isso tudo porque razão não foste tu dormir e te inclinaste para uma dissertação (ainda que breve) sobre este assunto?!

Fica a retórica!

Continua! Faz bem partilhar! É como dizias quando discutiamos o primeiro post: tudo tem uma relação!

Abraço!

26 fevereiro, 2006 23:01  

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